domingo, 23 de outubro de 2011

Do Site Icó é Notícia: "Icó aparece no Jornal Nacional de forma negativa"

Um dos programas jornalísticos mais assistidos e que muitos desejam aparecer em um ter destaque positivo. Contudo, este não foi o caso de Icó, que viu-se de forma negativa no Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite deste sábado [22].

E qual seria a manchete? Ei-la: "Projeto de irrigação está abandonado no sertão do Ceará há 12 anos", lida pelos apresentadores Alexandre Garcia e Christiane Pelajo [foto - reprodução].

Trata-se, trocando em miúdos, do Perímetro Irrigado Icó-Lima Campos [PILC], da alçada do poder público federal, principalmente, mas que foi concebido para ter durante o funcionamento o trabalho em conjunto dos poderes Estadual e Municipal.

Todavia, não foi o que aconteceu. O tempo de uma década, que a matéria apresenta, não aponta o tempo do início da queda de operacionalidade da estrutura do projeto agrícola icoense, que deveria ser auto sustentável para o Icó e ser pólo exportador, mas que não perdurou com o passar do tempo.

ABANDONOS - O fato, já demonstrado através dos grandes veículos de comunicação cearense [jornais Diário do Nordeste, O Estado e O Povo], além de emissoras de rádio apenas foi elevada a um patamar maior, o do Brasil. E que exemplo. Mau exemplo. Levado a horário nobre, o que deveria ser orgulho torna-se uma ironia frente a equipamentos sem funcionalidade e obsoletos.

O repórter Alessandro Torres, da afiliada TV Verdes Mares, de Fortaleza, acompanhou o estado em que se encontra um gigante adormecido. Em estado de coma, na verdade. Em uma estação de bombeamento d'água, as bombas não funcionam, e o que serviria para ajudar não funciona. Os referidos objetos fariam com que a água que passa pelo canal chegasse à maior parte do Perímetro, o que não acontece.

O abandono do Perímetro também aconteceu com quem os usava. Os homens que lidavam com a agricultura, por não verem uma evolução no quadro do PILC enveredaram por outras áreas para garantir uma renda, a mínima que fosse, para não depender de uma quadra chuvosa incerta. Em pleno funcionamento, o Perímetro daria o suporte necessário neste caso.

Outro fato constatado na matéria veiculada na Rede, para todo o Brasil, e pouco falado, diz respeito às terras que deveriam ser destinadas ao assentamento de produtores, são ocupadas por grandes propriedades particulares. Isso decorre, além do abandono, da ausência de fiscalização.

O DNOCS - Finalizando, a matéria cita que o Departamento Nacional de Obras Contra Seca [Dnocs], reconhece o problema da ocupação das áreas de assentamento e diz que só com uma nova demarcação da área será possível reativar os canais de irrigação.

"Uma vez constatado o que é que vai ser perímetro, o Dnocs vai diligenciar no sentido de recuperar a infraestrutura para que ele possa voltar a realmente funcionar em seu pleno vapor", avalia Renis Frota, diretor do Desenvolvimento, Tecnologia e Produção do Dnocs.

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