quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Armas desaparecem do quartel da PM de Caucaia

Após vistoria periódica realizada nesta segunda-feira (23) na 2ª Companhia do 6o Batalhão da Polícia Militar, em Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), o Comando da Polícia Militar registrou 34 armas desaparecidas, sendo 29 revólveres calibre 38 e cinco pistolas ponto 40 (foto).
De acordo com o relações públicas da Polícia Militar do Ceará, major Marcos Costa, as armas não foram catalogadas no controle de saída. “Oito companhias da capital haviam sido visitadas, apenas na Companhia de Caucaia registrou-se essa irregularidade”, comenta Marcos. Para o problema há algumas hipóteses: os policiais militares terem furtado as armas e revendido indevidamente, pode ter havido um descontrole administrativo; elas estarem em condições normais só não foram registradas ou podem estar acompanhando inquérito na Justiça. Mas em qualquer caso, não foi feito o controle de saída delas.
Marcos revela que na noite em que o fato foi descoberto, os quatro armeiros prestaram depoimentos na própria Companhia e que um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado. “Ao final do procedimento serão tomadas as medidas necessárias. Existe sim a possibilidade de envolvimento de policiais militares”. Para ele, é complicado falar que os armeiros são suspeitos no caso.
CONIVÊNCIA
Mas o major cogita a possibilidade de que “com a conivência dos armeiros, os policiais saíram sem registrar as armas. Normalmente eles não gostam do procedimento, então podem ter levado as armas. O que não é permitido”. Costa não descartou a hipótese de que as armas podem ter sido utilizadas em crimes. Segundo ele, até mesmo uma quadrilha de Pernambuco, que manteve a família do capitão da PM Marcos Vinicius Barros dos Santos, para arrecadar armas para o bando, em outubro deste ano, pode ter tido envolvimento com o sumiço das armas. O grupo exigiu do oficial o resgate dos armamentos sob pena de matar a mulher e a menina.
A redação do jornal O Estado tentou entrar em contato com o secretário de Segurança Pública, Roberto Monteiro, para saber sobre o caso, mas ele estava em reunião e não pôde atender ao telefone.