Nos gabinetes oficiais, assessores e bajuladores louvam a situação financeira da municipalidade, equilibrada, conforme demonstram os balanços. Insatisfatório mesmo é o balanço da situação da cidade: maltratada, suja, caótica, como terra de ninguém, para usar a feliz expressão que o jornalista Plínio Bortolotti adotou em seu blog.
Todo mundo se lembra de que, em sua campanha de 2008, e ao tomar posse em janeiro de 2009, o prefeito Marcos Nunes anunciou tantas maravilhas, a execução de tantos projetos que a população não teve outra impressão: Icó iria se tornar numa espécie de paraíso. Outra não poderia ser a expectativa, uma vez que estava respaldada no discurso do novo gestor.
TANTO PROMETIDO, TANTO NÃO CUMPRIDO EM VÁRIOS SETORES
Vida que segue, bem que o slogan "Icó, um novo tempo" poderia ser trocado por um mais adequado: "Icó tartaruga". O ritmo de trabalho (?) adotado em 2009 para cá no executivo acaba lembrando de uma conhecida frase de para-choque: "Muita farofa é sinal de pouca carne".
Foi prometido que, em Icó, a partir de então, as ruas e avenidas estariam sempre muito limpas; que a educação e a saúde oferecidas pelo município atingiriam nível de primeiro mundo; que as ruas passariam a ter saneamento básico; que as entradas da cidade seriam reformadas; que a malha viária rural iria receber tantos melhoramentos; que a estrada de Icozinho finalmente seria construída; passagens molhadas seriam feitas. Era, portanto, muita farofa, perdão, muita promessa.
UM ANO E MEIO DE COMUNICAÇÃO SOBRE ATRASOS E DESCULPAS
Logo no início de 2009, o prefeito já parecia haver esquecido o discurso de campanha e, sem tirar do papel praticamente nenhum dos seus mirabolantes projetos, passava a pontuar entrevistas e comunicados com desculpas desse ou daquele tipo.
Ora era a argumentação de que a casa havia sido recebida desarrumada e só nessa conversa se passaram um ano e meio de governo. Depois, vieram a burocracia, as alegações de que não havia dinheiro para executar as obras e assim por diante. O Forricó se aproxima e nos bastidores o que rola é de que o prefeito vai gastar "rios de dinheiro" para a festa neste ano. Também podera, né? Ano eleitoral é sempre assim. Para festa, num instante o dinheiro aparece. É cômico, mas é a pura verdade! Só esperamos que com este dinheirão todo derramado no Forricó, os candidatos do prefeito não raspem a trave. Diga-se de passagem, o que quase aconteceu com o baralhista Marcos Nunes em 2008.







